terça-feira, 17 de abril de 2012

Santander reduz taxas para as microempresas


RAFAEL VIGNA/DIVULGAÇÃO/JC
Coutinho (c) destacou as vantagens da estratégia aos empresários
Coutinho (c) destacou as vantagens da estratégia aos empresários
De olho em um mercado formado por 6 milhões de empreendimentos e responsável por 20% do PIB nacional, o Santander anunciou ontem a redução das taxas de juros aos clientes que unificarem suas contas de pessoa física e pessoa jurídica. A medida faz parte de uma estratégia estudada há pelo menos quatro anos para ampliar a carteira, melhorar a gestão de riscos e facilitar o acesso ao crédito aos pequenos e médios empresários.

Em 2011, dos R$ 100 bilhões em crédito concedidos pelo banco, R$ 52 bilhões foram destinados a esta faixa de negócios. Por isso, a ação, conforme explica o vice-presidente-executivo de Marca e Marketing Juan Hoyos, demarca o início de um novo modelo para ampliar o crescimento de 25% no segmento de micro e pequenas empresas (MPEs) registrado no ano passado. Segundo ele, “não se trata de uma ruptura”, mas da continuidade de um processo que coloca “este setor cada vez mais no centro das atenções do sistema financeiro”.

Entre as vantagens, de acordo com o vice-presidente comercial, Pedro Coutinho, estão a possibilidade de os sócios de empresas com faturamento de até R$ 1 milhão integrarem as operações com um único gerente e uma tabela de condições diferenciadas para os usuários das máquinas de cartão de crédito, com reduções de 50% no pacote de tarifas, além da previsão de antecipação de recebíveis a taxas de 1,5% a 2% ao mês. Com base em mais de 40 estudos realizados nos últimos anos, o Santander tentou identificar as principais causas de quebras de pequenas empresas no primeiro ano de atividade. Mais de 40% das falências estão ligadas à falta de crédito e à inadimplência. Para Coutinho, com a unificação das contas, é possível reavaliar o histórico dos investimentos e aumentar a oferta de crédito com maior segurança, fator fundamental para equacionar o corte das alíquotas sobre os serviços.Na opinião do executivo, este tipo de empresário costuma concentrar todas as decisões do negócio e, neste caso, a unificação das contas pode beneficiar também o fluxo de caixa. Ele esclarece que a ideia é identificar os potencias usuários do produto dentro da carteira de clientes da instituição. “Pode parecer simples, mas até hoje não havia tecnologia disponível para fazer o cruzamento entre a movimentação de CPFs e CNPJs. Agora temos um diagnóstico mais preciso”, exemplifica.

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