quinta-feira, 3 de maio de 2012

Nova regra da poupança deve ser "clara" para tranqüilizar investidor, diz Senador

– A nova forma de remuneração da caderneta de poupança terá de ser tratada com muita cautela e explicada de forma clara, para que não gere dúvidas no investidor, na opinião do líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM).
Braga ressaltou a grande quantidade de pessoas que investem na poupança, já que o número de CPFs cadastrados nessa modalidade de investimento chega a aproximadamente 95 milhões.

"Por isso, essa decisão tem de ser tomada com prudência e cuidado. A caderneta de poupança tem pessoas das classes C, D e E, além da classe média. São brasileiros e brasileiras, como minha mãe, por exemplo, que guardam um pouquinho de dinheiro para uma emergência ou para garantir um ensino melhor aos seus filhos", disse, segundo a Agência Brasil.

A expectativa é que o governo anuncie ainda na tarde desta quinta-feira (3) as novas regras para a remuneração da poupança, que atualmente paga TR (taxa referencial) mais 0,5% ao mês. Para o senador, cabe ao governo explicar de maneira clara. "A bola agora está com o governo. É preciso que a presidenta Dilma Rousseff e o ministro [da Fazenda] Guido Mantega digam concretamente o que querem. Essa é uma medida polêmica, superdifícil, e ninguém poderá tomar qualquer posição sem estudar profundamente a proposta", ressaltou.

Queda de juros

Apesar do receio sobre a repercussão, o senador lembrou que a mudança na remuneração da poupança é necessária para que o governo siga reduzindo a taxa de juros. Entretanto, segundo Braga, também é preciso que a presidente Dilma Rousseff continue pressionando os bancos a reduzirem os juros reais ao consumidor.

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