Braga ressaltou a grande quantidade de pessoas que investem na
poupança, já que o número de CPFs cadastrados nessa modalidade de investimento
chega a aproximadamente 95 milhões.
"Por isso, essa decisão tem de ser tomada com prudência e
cuidado. A caderneta de poupança tem pessoas das classes C, D e E, além da
classe média. São brasileiros e brasileiras, como minha mãe, por exemplo, que
guardam um pouquinho de dinheiro para uma emergência ou para garantir um ensino
melhor aos seus filhos", disse, segundo a Agência Brasil.
A expectativa é que o governo anuncie ainda na tarde desta
quinta-feira (3) as novas regras para a remuneração da poupança, que atualmente
paga TR (taxa referencial) mais 0,5% ao mês. Para o senador, cabe ao governo
explicar de maneira clara. "A bola agora está com o governo. É preciso que a
presidenta Dilma Rousseff e o ministro [da Fazenda] Guido Mantega digam
concretamente o que querem. Essa é uma medida polêmica, superdifícil, e ninguém
poderá tomar qualquer posição sem estudar profundamente a proposta",
ressaltou.
Queda de juros
Apesar do receio sobre a repercussão, o senador lembrou que a
mudança na remuneração da poupança é necessária para que o governo siga
reduzindo a taxa de juros. Entretanto, segundo Braga, também é preciso que a
presidente Dilma Rousseff continue pressionando os bancos a reduzirem os juros
reais ao consumidor.
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