No mínimo, 10% das ações que sobrarem da oferta prioritária
(voltada para quem já é acionista) de novos papéis da Petrobrás serão oferecidas
às pessoas físicas. Nesse processo, chamado de 'oferta ao varejo', haverá
prioridade de venda aos funcionários da estatal para, depois, ocorrer a oferta
de ações aos investidores comuns.
No total, a Petrobrás vai distribuir 2,174 bilhões de novas
ações ordinárias (ON, com direito a voto) e 1,585 bilhões de novas ações
preferenciais (PN) no dia 30 de setembro, segundo o prospecto publicado pela
petrolífera na sexta-feira no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O total de novas ações poderá movimentar até R$ 150 bilhões, o
que coloca o processo no patamar de maior capitalização do mundo. 'É muita ação,
não vai faltar para ninguém', estima Ricardo Almeida, professor de finanças do
Insper (antiga Ibmec São Paulo).
Como fazer. Para participar da oferta pública, é preciso
procurar uma corretora e registrar o interesse. Nessa ocasião, o investidor
precisa determinar o quanto está disposto a gastar no processo. O mínimo para
investimento é de R$ 1 mil e o máximo de R$ 300 mil.
O preço da ação que será vendida no momento da capitalização
será divulgado no dia 24, também por meio da CVM. O mercado estima que o valor
fique próximo dos atuais R$ 28.
O prazo para a reserva na 'oferta ao varejo' começa no dia 13 e
vai até o dia 22 deste mês. A efetivação das reservas, no entanto, depende da
quantidade de ações que entrará no processo.
Há também a opção de fazer investimento indireto, por meio dos
fundo de ações (chamados de FIA-Petrobrás), a serem constituídos no contexto da
oferta relativo às preferenciais (PN).
Nessa alternativa, o investimento mínimo é de R$ 200 e o máximo
é de R$ 300 mil. Para participar da oferta dessa forma, é preciso procurar as
administradoras dos fundos e garantir a reserva.
Investidores prioritários. Para quem já tem ações da Petrobrás,
não há valor mínimo nem máximo de investimento e a data para reserva vai do dia
13 até o dia 16 de setembro. Essa é a chamada 'oferta prioritária'.
Também podem participar da oferta prioritária os Fundos Mútuos
de Privatização (FMP), formados em 2000 com aportes do Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço (FGTS) de alguns trabalhadores. Quem, até 30 de junho, manteve
esses recursos aplicados, poderá investir na oferta pública 30% do saldo total
da conta vinculada ao FGTS.
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